segunda-feira, 8 de junho de 2015

Eu, Bocage

Eu, Bocage, nascido a 15 de Setembro de 1765, em Setúbal, fui um dos mais importantes poetas portugueses do século XVIII. Com apenas 10 anos enfrentei uma grande e devastadora perda, a morte da minha mãe. Desde então, vivi com o meu pai e os meus irmãos, até que, aos 16 anos, fui obrigado a abandonar os estudos e alistei-me no regimento de Setúbal, onde permaneci até 1783, data em que ingressei na Escola da Armada: “Aos dois Lustros, a/ morte devorante/ Me roubou terna mãe, / teu doce agrado; / Segui Marte depois, e/ enfim meu fado/ Dos irmãos, e do pai me pôs distante.” Três anos depois parti para a Índia, onde fiquei a trabalhar durante 2 anos, até seguir para Macau. Regressei a Lisboa, levando uma vida de boémia, enquanto fazia parte da Nova Arcádia, com o pseudónimo de Elmano Sadino.

Devido à minha simpatia pela Revolução Francesa, fui acusado de “herético perigoso e dissoluto de costumes” e preso. Depois disso, fui internado no Colégio do Oratório, onde me dediquei ao trabalho de tradutor. Vivi na época em que surgiu o Iluminismo, movimento cultural que teve origem na Inglaterra e Holanda nos fins do século XVII. A consciência que o Iluminismo tinha de si mesmo era a de um sol que trespassa com a sua coroa de raios luminosos uma massa de nuvens negras, desfazendo-as até que a luz se derrame sobre a terra.

Enquanto poeta insiro-me no período de transição do Neoclassicismo para o Pré-Romantismo, possuindo características de ambos: “Meu ser evaporei na lida insana/ Do tropel de paixões, que me arrastava; / Ah! Cego eu cria, ah! Mísero eu sonhava/ Em mim quase imortal a essência humana. / […] Deus… Oh Deus! Quando a morte à luz me roube, / Ganhe um momento o que perderam anos,/ Saiba morrer o que viver não soube.” O Neoclassicismo inspirava-se nos clássicos gregos e latinos e do século XVI, servindo para combater a literatura barroca, enquanto o Pré-Romantismo se baseava no fatalismo, que conduzia à tristeza e, por vezes, ao desespero. Baseava-se também na busca do isolamento, no exagero do sofrimento causado pela saudade e pela desconfiança e no choque entre a razão e o coração.

No contexto do panorama político-cultural do século XVIII, governava D. José. Neste reinado aconteceu o despotismo esclarecido, que consistiu na adaptação dos princípios teóricos expostos por alguns filósofos e pedagogos portugueses que teriam vivido no estrangeiro, como Verney, Sarmento e Ribeiro Sanches, ou por alguns dos seus antecessores no governo e na diplomacia. Mais tarde, D. José foi substituído pela sua filha, D. Maria I.

Quanto às minhas obras publiquei em 1791 o I de Rimas, 8 anos depois publiquei o II de Rimas e um ano depois a 3ª edição do I de Rimas. Em 1802 publiquei a sátira Pena de Julião e em 1804 publiquei o tomo III de Rimas. No ano em que morri consegui ainda lançar Os improvisos de Bocage na sua Mui Perigosa Enfermidade, Dedicados a seus Bons Amigos e a Coleção de Novos Improvisos de Bocage, na sua Moléstia com as Obras que lhe Foram Dirigidas por Vários Poetas Nacionais.

Morri a 21 de Dezembro de 1805, em Lisboa. Após a minha morte foram publicadas várias obras minhas, tais como Verdadeira Inéditas, Obras de Bocage, tomo IV e 1º das suas Obras Póstumas; Verdadeira Inéditas, Obras de Bocage, tomo V e 2º das suas Obras Póstumas e Poesias de Manuel Maria Barbosa du Bocage, Coligidas em Nova e Completa Edição, Disposta e Anotada por I. F. da Silva, e Precedidas de um Estudo Biográfico e Literário sobre o Poeta Escrito por L. A. Rebelo da Silva.



Bibliografia

Vilhena, A.M & Cabral, M.A (2005). “Barbosa du Bocage”, apresentação power point. Plataforma moodle da Escola Secundária du Bocage: http://web.esbocage.com/

Sitografia




http://www.infopedia.pt/$bocage


Trabalho realizado por: 
Ana Sofia nº7
 Joana Lopes nº18
Margarida Malta nº20
 10ºI

segunda-feira, 1 de junho de 2015

''O mundo é tudo o que acontece''

A história que recentemente apresentei intitula-se de ''O mundo é tudo o que aconteceu'' e este insere-se num livro com o mesmo título. Foi escrito por Pedro Paixão, um escritora lisboeta nascido em 1956. Esta história retrata a vida e a maneira que nós a encaramos. Relata diversos aspetos importantes sobre a vida mas reforça que esta é apenas uma passagem e que nada nos pertence nem nos está garantido. Retrata a possível existência de Deus e de como este teve a incrível capacidade para criar tudo o que nos rodeia. O texto termina com a citação ''Mas que Deus, meu Deus, és tu, que o próprio nome, escondes?'' o que revela a curiosidade e intriga por parte do narrador, sendo que este, apesar de se revelar crente da sua existência, questiona a razão pela qual este não é visível, nem identificável.
Considero esta história muito interessante, apesar de ser um pouco vaga, pois retrata a realidade. A realidade com que vivemos nos dias de hoje e a que viveremos nos nossos futuros dias. A vida é incerta, isso é um facto. Tudo o que consideramos nosso hoje, pode já não o ser amanhã. Deus, segundo as crenças do narrador e contra as minhas, criou o mundo à base de nada. Apesar da pequena discórdia pessoal em relação à Força Superior da Igreja, concordo com tudo o que autor explicita no desabafo que fez sobre a sua opinião na vida. Concordo com o facto de este referir, no fim, que a razão da vida de cada um é impossível de encontrar. Na minha opinião, a razão pela qual nos encontramos de pés assentes na Terra nunca é descoberta. Temos apenas de aproveitar enquanto podemos para fazer esta pequena viagem pela Terra merecedora porque se ficarmos sentados de braços cruzados à espera que a razão pela qual fomos colocados neste maravilhoso mundo, a vida passará-nos à frente dos nossos olhos e quando dermos conta, já é tarde demais para fazer algo de especial com a vida.