terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Apreciação Crítica de ''Orelha''

''Orelha'' é uma história integrada no livro ''Histórias de Ver e Andar'', de Teolinda Gersão.
Retrata a vida de Isaura, uma mulher desesperada e solitária, que liga para os serviços anónimos com a finalidade de tirar todos os pesos de cima dos seus ombros ao contar tudo o que a inquieta à pessoa do outro lado da linha. Conta a sua história de amor partilhada com um rapaz de seu nome Joaquim, em relação ao qual tinha uma diferença de idade de 15 anos. Apaixonaram-se, e depois casaram. Ele acabou por traí-la e ela ficou doente, com as mãos trementes, pernas incapacitadas de esforço, coração despedaçado. Enfim, caiu, por completo.
Pessoalmente, achei esta história muito interessante, cativante e emotiva. A descrição da fraqueza física e psicológica que Isaura enfrentava, o amor breve e a traição longa de Joaquim, a desconfiança de Isaura para com o seu falso amor. 
Escolhi esta obra porque me fascinei pela história de vida desta personagem frágil que escolhe contar toda a sua vida a uma orelha, sem saber a quem é que esta pertence. Este ato demonstra um certo desespero e uma grande desilusão para com a vida. É como se fosse um refúgio, para onde iria quando se sentisse pior, quando tivesse num mau dia e precisasse de desabafar, mesmo que não soubesse com quem estava a falar.
«Não há ninguém a quem contar, ninguém que me possa servir de testemunha. Quando falo consigo sei que estou a falar sozinha, porque você não é uma pessoa real, é apenas uma orelha, do outro lado do fio. Uma orelha a quem me agarro, no meio da noite, com um fio de voz. Mas a minha voz também é ilusão. Ninguém me ouve, só tenho a ilusão de ser ouvida. Estou cercada de todos os lados, e sem voz. Mesmo que eu abrisse a janela e gritasse, mesmo que eu tivesse voz e a minha voz fosse alta como uma sirene de ambulância e eu abrisse a janela e gritasse - quem me ouviria?''

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Apreciação crítica de ''O Diário da Nossa Paixão''

''O Diário da Nossa Paixão'' título português para ''The Notebook'', escrito por Nicholas Sparks, um romancista de 48 anos, conta-nos a história de um idoso cuja esperança nunca morreu. Tudo começou no verão de 1932, quando Noah e Allie se conheceram. Apaixonaram-se. Imediatamente. Loucamente. Incondicionalmente. No entanto, os pais de Allie não aprovavam a relação pois estes eram de elevada classe social enquanto Noah não passava de um mero rapaz do campo. Por esta razão, separaram-se após esse fantástico verão. 14 anos depois, Allie encontra-se noiva mas, ao encontrar uma fotografia de Noah no jornal, todas as memórias voltam ate´si, até àquele verão. Deste modo, decide procurá-lo, a fim de ficar com quem realmente ama. É isto que ele lhe conta na casa de repouso, onde ambos vivem. E, depois de tanta esperança por um milagre, Noah vê os seus profundos desejos realizados, quando Allie afirma lembrar-se de tudo. A doença de Allie tirara-lhe a lucidez, sendo esta a razão do profundo desespero de Noah, que há tempos se encontra privado do carinho dela, pois ela nem se recorda de quem ele é. Mais tarde, ela finalmente recorda-se, fazendo a alma de Noah encher-se de felicidade e gratidão. Unidos pelo amor profundo que partilhavam, morreram nos braços um do outro.
Na minha opinião, este livro conta uma história de amor incrível. O facto de Noah contar a história a Allie da paixão intensa que ambos viveram juntos, sem ela se recordar, dá-nos a ideia do sofrimento pelo qual Noah passou, uma ideia e um sofrimento quase reais para nós, leitores. Sendo uma história de amor tão bonita, torna-se emocionante ao ponto de ser difícil de conter as lágrimas. 
Por outro lado, existem várias partes da história de amor de Noah e Allie que, na minha opinião, são clichés. Não querendo menosprezar o romantismo, parte da história era previsível e apenas se tornou surpreendente quando se revelou, perto do fim, que a história relatada e demonstrada foi vivida por quem a conta e por quem a ouve.
Por isto mesmo, e sobrepondo a parte boa à parte menos boa e mais cliché, posso dizer, por fim que o ''Diário da Nossa Paixão'' é um dos melhores e mais bonitos romances que já li e que também já vi no ecrã.

Apreciação crítica de ''Loucura''

No livro ‘’Loucura’’ de Mário de Sá Carneiro é retratada uma história de um homem com uma visão sombria e arrepiante sobre a vida, de seu nome Raul. Não acreditava no amor nem no pressuposto de viver. Não encontrava a razão para qual estaria no mundo. No entanto, temia a mote. Questionava-se, por vezes, se existiria vida para lá da morte. Não obteve qualquer resposta portanto continuou a viver, da mesma forma miserável. O seu melhor amigo, apaixonado loucamente pela leitura, era o seu maior confidente e apoio. No entanto, não partilhavam do amor à literatura nem do ódio à vida. Raul teria descoberto o seu grande talento. A escultura. Esta forma de arte teria sido o seu refúgio. Tal como se apaixonou pela escultura, apaixonou-se pela sua musa, Marcela. Ela iluminava os seus dias e amavam-se incondicionalmente. Por a amar desta maneira estranha e perfeita, decidiu matar o seu corpo esguio e elegante como prova do seu amor, após a sua traição. Provar-lhe-ia que a amava com todo o seu ser, com toda a sua alma se matasse o seu exterior. Só Raul a conseguiria amar se ela perdesse a sua incrível beleza. Ela pertencia-lhe e só ele a podia amar. Ele não queria que mais ninguém a amasse e desejasse o seu corpo. Matá-lo seria a solução. Mas Marcela não cedeu. Fugiu. Reconstitui a sua vida enquanto Raul cometeu suicídio.
Na minha opinião, este livro é muito interessante e diferente. Quando comecei por ouvir a história, nunca pensei que Raul fosse capaz de desejar assassinar o corpo belo da sua amada ou até de cometer suicídio. Pensei que as dúvidas imensas que habitavam na cabeça dele não o permitissem de cometer tal ato de pura dor e infelicidade com a vida. Por um lado, a história influenciou a minha forma de ver e encarar a vida. Este livro ensina-nos que existem pessoas loucas, capazes de destruir tudo o que mais amam. Achei esta história fascinante. O modo de Raul encarar a vida, de certo modo, intrigou-me. Talvez pela intensidade.
Deste modo, a minha opinião neste livro é positiva. Além de ter uma história incrível e intrigante, sabe cativar a atenção do leitor devido à história ser tão diferente.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Apresentação




Atribuíram-me o nome de Margarida há quase 15 anos atrás e, desde então, ando a tentar descobrir o significado de todas as minhas pétalas. Tendo apenas uns 14 anos de vida, o caminho da descoberta está apenas no início. Mas, para já, conto-vos factos. Nasci em Setúbal e vivo em Azeitão. Sou adepta do Sporting Clube de Portugal e planeio sê-lo até aos meus últimos dias. Estou no curso de Humanidades porque não me imagino noutro lugar.