''O Diário da Nossa Paixão'' título português para ''The Notebook'', escrito por Nicholas Sparks, um romancista de 48 anos, conta-nos a história de um idoso cuja esperança nunca morreu. Tudo começou no verão de 1932, quando Noah e Allie se conheceram. Apaixonaram-se. Imediatamente. Loucamente. Incondicionalmente. No entanto, os pais de Allie não aprovavam a relação pois estes eram de elevada classe social enquanto Noah não passava de um mero rapaz do campo. Por esta razão, separaram-se após esse fantástico verão. 14 anos depois, Allie encontra-se noiva mas, ao encontrar uma fotografia de Noah no jornal, todas as memórias voltam ate´si, até àquele verão. Deste modo, decide procurá-lo, a fim de ficar com quem realmente ama. É isto que ele lhe conta na casa de repouso, onde ambos vivem. E, depois de tanta esperança por um milagre, Noah vê os seus profundos desejos realizados, quando Allie afirma lembrar-se de tudo. A doença de Allie tirara-lhe a lucidez, sendo esta a razão do profundo desespero de Noah, que há tempos se encontra privado do carinho dela, pois ela nem se recorda de quem ele é. Mais tarde, ela finalmente recorda-se, fazendo a alma de Noah encher-se de felicidade e gratidão. Unidos pelo amor profundo que partilhavam, morreram nos braços um do outro.
Na minha opinião, este livro conta uma história de amor incrível. O facto de Noah contar a história a Allie da paixão intensa que ambos viveram juntos, sem ela se recordar, dá-nos a ideia do sofrimento pelo qual Noah passou, uma ideia e um sofrimento quase reais para nós, leitores. Sendo uma história de amor tão bonita, torna-se emocionante ao ponto de ser difícil de conter as lágrimas.
Por outro lado, existem várias partes da história de amor de Noah e Allie que, na minha opinião, são clichés. Não querendo menosprezar o romantismo, parte da história era previsível e apenas se tornou surpreendente quando se revelou, perto do fim, que a história relatada e demonstrada foi vivida por quem a conta e por quem a ouve.
Por isto mesmo, e sobrepondo a parte boa à parte menos boa e mais cliché, posso dizer, por fim que o ''Diário da Nossa Paixão'' é um dos melhores e mais bonitos romances que já li e que também já vi no ecrã.