Lembro-me dele, de vez em quando, Principalmente em dias de chuva. Ele, de olhos avelã no inverno e de olhos verdes no verão, era um sonhador cujo olhar transbordava de sonhos e desejos. Conheci-o à 2 anos atrás, lembro-me como se fosse ontem. Ele usava calças e blusa pretas, com os seus óculos escuros que impediam visualizar o brilho reluzente dos seus olhos. Foi, é e será sempre uma das minhas grandes inspirações. Via o mundo como mais ninguém o conseguia ver. Se houvesse relâmpagos, ele veria um arco-íris. Se estivesse a chover torrencialmente, ele veria um sol arrasador. Vivia as emoções ao contrário de todos os outros e foi isso que me fascinou naquela obra de arte humana. Era uma paz de alma, defendia os direitos dos animais e era contra qualquer tipo de violência. Deu o meu nome a uma estrela que, segundo ele, brilhava tanto como eu. A música era o seu refúgio, tocava guitarra e tinha como cantor preferido o Michael Bublé. Gostava de passear pelo parque à noite de mão dada comigo e de na outra mão, segurar a trela do seu cão. Deitados na relva, passavam-se horas, noites e madrugadas na conversa. Ele era especial, era do género de pessoa que se conhece uma vez na vida e que enquanto esta dura, não se consegue esquecer.
Sem comentários:
Enviar um comentário